terça-feira, agosto 31, 2010

Finalmente!

Pois é! Nunca mais tinha encontrado a “Shakira” aqui da aldeia. Isto é, soube quem era, onde vivia, mas no entanto, nunca tinha conseguido o pretexto para dar de caras com ela como pretendia.

Mais de 2 anos passaram e o mais que consegui, foi cruzar-me com ela de carro aqui pela territa, ou na estrada onde diariamente fazemos o percurso inverso. Cruzamo-nos muitas vezes. Eu para o fim do Mundo e ela para a cidade. Os 90 km à hora de cada um de nós, deixavam apenas algumas fracções de segundos para cruzar um olhar. Ainda mais quando esses olhos estão atrás de uns grandes óculos de sol, envoltos por uma farta cabeleira loira, à "Shakira".

O mais que consegui foi, no verão passado, confirmar numa foto de um blogue local, a beleza que até então, existia apenas na minha imaginação.

Cheguei a pôr a hipótese de um dia, na estrada, dar meia volta e segui-la para ver onde trabalhava, mas acabei sempre por achar que era uma ideia absurda para um homem casado e segui sempre a minha viagem sossegado, com a certeza que no dia em que tivesse que a ver seria naturalmente.

E assim aconteceu. Ontem quando fui às compras dei de caras com ela numa banca promocional de um dos muitos supermercados da cidade. Ganhei três pontos neste meu jogo. Confirmei ao vivo o que tinha visto na foto (até com alguma vantagem para o que vi ao vivo), fiquei a saber onde trabalha e ela olhou para mim da mesma forma que eu olhei para ela, fixamente. Ou porque também já tinha reparado em mim e me reconheceu ou simplesmente porque me achou tão interessante quanto eu a achei a ela (gosto desta hipótese :) ).

De resto mais nada se passou. Vi-a à entrada e vi-a quando eu estava a pagar e ela a entrar na loja. Em ambas as ocasiões trocámos olhares que não me pareceram ocasionais.
O jogo continua, assim, como eu gosto. Sem pressas, sem stresses, ao ritmo de coincidências. Nada é forçado e tudo acontece, mais ou menos por acaso. Fico à espera de mais um ponto a meu favor. Como? Não sei…

"Uma cruel quimera"


E esta música não me sai da cabeça. Quantas mais crueis quimeras teremos de atravessar?

Conversas soltas (em monólogo)

- Queria ser zás, trás, pás e já está! Percebes?
- Não sou…
- Demoro uma eternidade a entender os sinais e outra eternidade a avançar…
- E raramente se têm duas eternidades juntas…

terça-feira, agosto 24, 2010

Confirmo, estou mesmo apaixonado,...

... outra vez!...

Linda, a moça, não é?

Encomendei este DVD a uns Tios que estiveram no Rio e ontem passei a noite com ela. "Que beleza!" :)

quarta-feira, agosto 18, 2010

Boom!


Mais uma vez o Boom Festival é realizado nas imediações da barragem onde trabalho. Este ano, finalmente calha numa altura em que não estou de férias, e tive por isso oportunidade de me deslocar ao recinto várias vezes em trabalho. Enquanto a maioria das pessoas daqui olha para aquilo e para aquelas pessoas com ar desconfiado eu abro bem os olhos perante tudo o que vou vendo e tento não perder nada. Embora não faça parte daquilo a que eles próprios chamam a “tribo”, gosto de me misturar para tentar compreender a filosofia de vida deles, saber e ver como vivem. Certamente discordo de muitas coisas mas estou certo que haverá muitas outras com que me identifico. Pelo menos na sua relação com o ambiente, a sustentabilidade do planeta e o equilíbrio entre povos, paz e amor. :)

Gosto das caravanas, dos carros e autocarros velhos, da simplicidade com que vivem, dos pés descalços, da descontracção, enfim…

Mas o que eu queria aqui referir é a impressionante grandiosidade do festival. A forma como um festival realizado no fim do mundo, sem publicidade nenhuma e sem patrocínios de qualquer espécie consegue mobilizar assim tanta gente. Fala-se em 60 mil pessoas, entre as que chegam a entrar no recinto e os que, sem dinheiro fazem a festa do lado de fora. Vem gente de todo o Mundo, principalmente da Europa e são aos milhares a chegar em caravanas a cair de podre, espalhadas por Castelo Branco, Idanha e por todo o lado onde haja um buraquinho. Outros chegam de autocarro, de comboio e até de bicicleta!! Nas imediações da barragem andam às centenas, a pé de um lado para o outro, ou simplesmente deitados na beira da estrada, à sombra de árvores. A festa começa hoje, tem o seu auge na noite de Lua Cheia, de 23 para 24, e termina a 26.

Este ano, se ainda houver bilhetes à venda,vou tentar lá ir . Depois tiro fotografias e conto como foi. Entretanto, se estão curiosos entrem aqui ou aqui no Público.

Agora que voltei é esta que não me sai da cabeça



Vá se lá saber também porquê...?

"Pra que que eu quero trabalhar?
Pra que que eu quero?
Pra que que eu quero trabalhar?"

Durante as férias, esta música não me saiu da cabeça...



Vá-se lá saber porquê...

A minha laranja

Imaginemos que eu sou como uma laranja, constituído por gomos muito juntinhos dentro de uma casca. Cada um dos gomos representa um estado...